sábado, 14 de novembro de 2009


Kol Ha'olam Kulo Gesher Tsar me'od
Kol Ha'olam kulo
Gesher Tsar me'od
Gesher Tsar me'od
Gesher Tsar me'od
Kol Ha'olam kulo
Gesher Tsar me'od
Gesher Tsar me'od
Veha'ikar - veha'ikar
Lo lefached -lo lefached klal.
Veha'ikar - veha'ikarlo lefached klal.
The whole world
is a very narrow bridge
a very narrow bridge
a very narrow bridge
The whole world
is a very narrow bridge
A very narrow bridge .And the main thing to recall - is not to be afraid - not to be afraid at all.And the main thing to recall - is not to be afraid at all.
(A Song By Rav Nachman of Bratslav)

Uma família muito especial......


Foram 25 dias em um país distante, compartilhando a vida com pessoas totalmente diferentes umas das outras, tanto na linguagem, como nos hábitos, na formação cultural e religiosa.
Juntos, misturados e ainda mantendo, cada qual, sua individualidade. Uma intersecção de emoções e aprendizado.
Um redimensionamento de valores e a certeza absoluta que somos "rios" que correm para um mesmo oceano.....flores multicoloridas que enfeitam o mesmo jardim......uma família onde não importa quem você é, nem de onde veio, tampouco a língua que fala, ou a religião que professa....o que importa é a essência humana comum a todos nós".
Com essa minha "nova família" vivi momentos inesquecíveis.....experimentei sentimentos preciosos, me senti acolhida e amada.
Hoje existe um pouco de mim na China, na Índia, no Nepal, no Zimbabue, na Nigéria, no kênia, no Sri Lanka, na Geórgia, na Bolivia, na Argentina, na Venezuela, na Ucrânia e, em Israel.
Faço parte de uma família muito especial.....

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Estou de volta para o meu aconchego......


trazendo na mala bastante saudade.....querendo um sorriso sincero, um abraço, para aliviar o meu cansaço e toda essa minha vontade....que bom poder estar contigo de novo, roçando, beijando seu corpo, querendo você.....pra mim tu és a estrela mais linda, teus olhos me prendem, fascinam
a paz que eu gosto de ter....é duro ficar sem você vez em quando, parece que falta um pedaço de mim, adoro a hora de regressar, parece que vou mergulhar na felicidade sem fim.....(Nando Cordel)

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Esperando o sol



Estou na expectativa de uma grande viagem.....duplamente gratificante, pra dentro e pra fora de mim.
Serão dias de muitas novidades, paisagens e um tempo a sós, comigo mesma.
Não conheço a sensação de estar completamente só, numa terra estranha, com pessoas e costumes tão diferentes. Esse completo abandono de referenciais me deixa um tanto insegura e, ao mesmo tempo, excitada. É um misto de medo de deixar a segurança do meu mundo, junto com uma sensação prazerosa de que sou capaz de coisas inimagináveis....de que posso tudo que quiser, quando e como quiser!
Agora é dominar a ansiedade e conquistar mais este território desconhecido: a sensação de estar solta no mundo, sem nada e sem ninguém.....
O exercício diário de compreensão de outra linguagem, de uma nova realidade.....lidar com a saudade, com a solidão daqueles que estão no meio de uma multidão, porém, inevitavelmente sozinhos.....
Vou esperando crescer e aprender a beleza de me bastar.
Vou esperando o sol de todas as coisas.
Vou com o olhar da menina e com o coração da mulher.
Vou só pra poder voltar...., pra mim, pra você e pra vida.

sábado, 3 de outubro de 2009

Se você vier......


Se você vier
pro que der e vier comigo

Eu lhe prometo o sol

Se hoje o sol sair




Ou a chuva...
Se a chuva cair
Se você vier
Até onde a gente chegar

Numa praça
Na beira do mar
Num pedaço de qualquer lugar...


Nesse dia branco


Se branco ele for


Esse tanto


Esse canto de amor...



Se você quiser e vier

Pro que der e vier.... Comigo.

( Dia branco - Geraldo Azevedo )

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Para além dos meus castelos.....






A princesa, finalmente, vai sair do castelo....vai deixar o conforto e a segurança de sua torre só por um instante.... quer sentir a brisa da liberdade acariciar seus sonhos.


Tanto tempo aprisionada em suas próprias quimeras que esqueceu-se de como é única a sensação de aventurar-se por caminhos desconhecidos, paisagens inexploradas.


O medo de transpor os portões do Forte é real, contudo não a impedirá de caminhar, antes guiará seus passos com firmeza e segurança, prudencia e paciência......os primeiros passos são sempre os mais dificeis quando se está (re)aprendendo a andar.


Para a castelã, este é um momento de extrema importância, há muito aguardado e, por demais temido......estar só num mundo de tantas possibilidades, sem armaduras ou valentes cavaleiros que a protejam. O primeiro voo da borboleta após o rompimento da crisálida!


A beleza do ser em continua transformação é a ausência de


certezas.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Meu paraiso é aqui e agora....



Sou muito feliz, aqui e agora.
Não espero o futuro, nem aspiro viver em outro lugar.....
Sou grata pelo instante presente, pela vida que pulsa dentro de mim.
Cada momento é um milagre irreptível e, sendo assim, aproveito para que seja, também, inesquecível.
A ilusão de poder controlar o tempo.....de ser eterno, bobagem pueril.
Somos hóspedes, peregrinos e naturalmente transitórios, mesmo em essência.
Todos os dias renovo minhas perspectivas sobre a vida......permito-me esquecer o passado, sem ignorar tudo que dele frutificou.
Não questiono como seriam os caminhos que optei em não percorrer......não me mortifico pelas coisas que deixei de fazer.......me basta viver a minha escolha, o meu possível.
O que passou e o que virá não fazem parte de mim.....

domingo, 27 de setembro de 2009

A alegria de voltar pra casa....



Viajar é bom demais, contudo, voltar pra casa é melhor ainda... Ter pra quem, pra onde e o porquê retornar, simples assim. Essa é a síntese da minha felicidade.

Em qualquer lugar onde eu esteja, meu mundo está comigo, minhas riquezas e meus horrores. Não se foge de si mesmo, por isso, viajar pelo mundo pode ser um grande tédio quando nossos olhos "estão fechados" para a vida.

Uma paisagem pode ou não ser agradável, depende muito do espírito de quem a contempla. Há pessoas para quem tudo é cinzento e sem graça, mesmo estando diante dos mais ricos palácios, já outras se encantam e são felizes com as coisas mais simples do mundo e experimentam um sensação de completude muito rara de se ver....não precisam de mais nada.

A minha casa é o meu refúgio, é onde me abasteço de paz e energia.....meu porto seguro.....onde estão os meus amores e onde a vida é de muita alegria. Como é bom voltar pra casa......

domingo, 20 de setembro de 2009

A dor de crescer




Crescer dói muito, mas é preciso....

Não é a só a dor "do crescimento" da ossatura.

É o latejar de se perder a inocência, ganhar responsabilidades, se despedir dos amigos invisíveis, do papai noel, do coelhinho da páscoa, da fada dos dentes.....

É sentir na pele tudo aquilo que não fomos capaz de aprender com o amor....precisamos da dor, mestre implacável a nos ensinar.

A pureza, as ilusões, todos os super heróis, não sobrará nada, apenas fotos e lembranças de algo que vivemos em algum lugar do tempo.

Pensando bem, essa trasnformação é vital, o casulo precisa ser rompido para que a "evolução" seja completa.....o amadurecer dos frutos da terra e o ciclo da vida fazem parte do processo.

Não há como pular etapas ou retardá-las em demasiado, sob o risco de se perder a essência, a razão e o motivo de se existir.

Tudo ao seu tempo, cada fase nos ensina o que precisamos saber, nada de mais ou de menos. Muito desse "empreedimento" depende do amor e da paciência dos instrutores, porém, só a coragem e a determinação dos discípulos os tornarão vencedores e renascidos.

Não raras vezes meus filhos me dizem que não gostariam de crescer, queriam ser crianças para sempre......

Eu compreendo bem esse desejo e lhes dou uma sugestão:

É possível manter o menino, é só guardá-lo dentro do coração....sempre que precisar ele estará lá para lhe dar a mão.

Explico, ainda, que só homens corajosos conseguem isso, aqueles que crescem sem medo de enfrentar e vencer, todos os dias, os seus próprios fantasmas.

Nossos piores inimigos nascem e crescem dentro de nós mesmos e habitam as nossas mentes doentias.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Sonhos que limitam



Quando eu era mais jovem, nem em meus melhores sonhos eu poderia imaginar ou intuir o quanto eu seria feliz e realizada.
Eu sempre acalentei o desejo de ser livre, independente e dona do meu nariz, literalmente falando.
Casamento não estava em meus planos, embora, como toda menina romântica, desejasse, ardentemente, amar e ser amada.
Canalizei muito da minha energia nos estudos e no trabalho, sempre quis romper com as amarras, sair da periferia e ter condições financeiras para viajar, apreender outros idiomas, conhecer outras culturas.
Nunca fui uma pessoa muito resignada com as circunstâncias em que estava inserida.....ansiava pela liberdade que só meus irmãos homens tinham.....não suportava as limitações advindas da falta de dinheiro.
O tempo foi passando, me formei na faculdade, ingressei no serviço público e passei a ter uma vida um pouco mais confortável.
Estava tudo muito bem, perto da família, dos amigos.....era tudo que eu sempre sonhara.....até que um dia, toda minha vida e meus planos mudaram de rumo.....eu, que sempre fugi de compromissos amorosos mais sérios, tive meus conceitos e minhas convicções reviradas por um grande amor, avassalador e determinante.
Em nome desse sentimento larguei "meu porto seguro" e me lancei, vela aberta em direção ao mar desconhecido.
Aportei em outra região do país, mudei de emprego e de estado civil.....resumindo: resnasci no e floreci no planalto central......parece até outra vida (reencarnação).
Nunca pensei que pudesse ser tão feliz.....isso tudo para dizer que não podemos limitar nossas vidas aos sonhos que temos......muitas vezes, o planos divino reserva para nós realizações que jamais ousamos pensar......os sonhos realizados podem ser um cárcere se não estivermos abertos ao convite da vida.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Seres invisíveis e vidas vazias



Sempre me pego a pensar nos "seres invisíveis" e como suas vidas se tornaram, por opção ou por imposição, um grande vazio existencial.
Na minha concepção, seres invisíveis são aquelas pessoas marginalizadas, estigmatizadas, discriminadas e fora dos padrões adotados como normais por uma determinada sociedade.
Quando o indivíduo não se encaixa no modelo "bonito, rico, poderoso, jovem, inteligente, etc" passa a ser coberto por uma capa de invisibilidade social.
Isso é muito comum nos dias atuais, onde pobres, velhos, indigentes, doentes, presidiários e deficientes são solenemente ignorados....fazemos questão de não enxergar esse triste turba e suas fétidas feridas purulentas.
Chega até ser uma obscenidade, esbravejam alguns, ter que suportar essa massa desforme nos faróis, esquinas, portas de restaurante, a esfregar nas nossas caras tanta miséria e dor.
Pessoas assim rotuladas, jogadas ao limbo da morte em vida, estão aos montes pelo mundo a vagar, é só você parar e prestar atenção, que logo achará alguém bem próximo nessa situação. Talvez um familiar já idoso, a quem ninguém mais nota e nem tem paciência para ouvir as mesmas histórias dos tempos de outrora, onde aquele galho seco reluziu estrondoso e cheio de vida.
Ou quem sabe, um amigo próximo, que por medo do fogo da existência (que queima e só depois purifica), acabou optando por existir anonimamente, sem ser notado, apartado de tudo que exija exposição e compromentimento emocional.
Vidas secas, vazias .......seres invisíveis, mortos-vivos!

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

A lente do amor



Olhar o mundo e as pessoas como quem olha um filho dormindo.....como quem observa o espetáculo da vida em constante transformação.Compreensão e compaixão é tudo que nos falta quando nos deparamos com o outro e com o seu particular modo de ser.

Tudo seria diferente se nos habituássemos a ver a vida através da lente do amor, filtrando as imagens, as emoções e os sentimentos como quem garimpa no rio lamaçento o mais lindo diamante. É uma atividade estenuante, bem se sabe, mas a recompensa é por demais valiosa e justifica o sacrifício da busca ou do resgate do nosso "eu-divino" interior.

Não importa se o dia está nublado ou ensolarado: importante mesmo é o tempo que faz dentro de mim e de que forma irradio isso para o ambiente em que vivo. É óbvio que nos dias de chuva intensa a tempestade faz transbordar todas as mágoas do meu ser imperfeito e inquieto. As tormentas de vento embaralham meus pensamentos e fico perdida, sem prumo. Há dias em que os raios e trovões são vistos e ouvidos a quilômetros de distância.....os olhares arrasadores e as palavras que ferem.

Coloquei "vidros nos olhos para poder melhor te enxergar"..... e, como o olhos do armor e do afeto acolho todo o seu ser.