quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Seres invisíveis e vidas vazias



Sempre me pego a pensar nos "seres invisíveis" e como suas vidas se tornaram, por opção ou por imposição, um grande vazio existencial.
Na minha concepção, seres invisíveis são aquelas pessoas marginalizadas, estigmatizadas, discriminadas e fora dos padrões adotados como normais por uma determinada sociedade.
Quando o indivíduo não se encaixa no modelo "bonito, rico, poderoso, jovem, inteligente, etc" passa a ser coberto por uma capa de invisibilidade social.
Isso é muito comum nos dias atuais, onde pobres, velhos, indigentes, doentes, presidiários e deficientes são solenemente ignorados....fazemos questão de não enxergar esse triste turba e suas fétidas feridas purulentas.
Chega até ser uma obscenidade, esbravejam alguns, ter que suportar essa massa desforme nos faróis, esquinas, portas de restaurante, a esfregar nas nossas caras tanta miséria e dor.
Pessoas assim rotuladas, jogadas ao limbo da morte em vida, estão aos montes pelo mundo a vagar, é só você parar e prestar atenção, que logo achará alguém bem próximo nessa situação. Talvez um familiar já idoso, a quem ninguém mais nota e nem tem paciência para ouvir as mesmas histórias dos tempos de outrora, onde aquele galho seco reluziu estrondoso e cheio de vida.
Ou quem sabe, um amigo próximo, que por medo do fogo da existência (que queima e só depois purifica), acabou optando por existir anonimamente, sem ser notado, apartado de tudo que exija exposição e compromentimento emocional.
Vidas secas, vazias .......seres invisíveis, mortos-vivos!

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