segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Uma questão de confiança


Pense na seguinte situação: Você chega ao dentista e, para sua surpresa, percebe que os dentes do doutor estão todos podres.....qual seria sua reação? você confiaria as suas arcadas ou a de seus filhos a este profissional da saúde bucal?????
Da mesma forma acontece nas lides forenses.
Como o jurisdicionado poderá acreditar numa sentença de um magistrado que, por birra de "adolescente", não cumpre o que a lei determina?
Já pensou deixar uma pessoa dessa decidir sua vida (liberdade, patrimônio, etc)?
Pior, que legitimidade terá esta prestação jurisdicional no mundo, já que proferida por operador do direito que nega vigência às regras que integram o sistema normativo pátrio?
Essa é a realidade hoje.
E nem adianta tentar justificar a decisão com base em argumentos de pseudo justiça, com isonomia das partes, pois o Estado e a sociedade sempre ocuparão um lugar mais alto do que o interesse de qualquer particular.
Os "justiceiros" da última hora, no fundo, ressentem-se pela inércia que revestem seu mister e acabam por querer diminuir a importância do "dominus litis".
Raposas a desdenhar uvas.
Não há consenso, pois sequer utilizou-se dos mecanismos legais que admitem o questionamento da constitucionalidade da lei, cuja aplicação é negada.
Há, ainda, a conivência, para não dizer, a covardia, dos órgãos superiores que deveriam, de pronto, recompor a coerência do conjunto normativo, contudo, restam paralisados pela insana sensação "do poder, pelo poder", numa visão dantesca do Olimpo.
Enquanto isso, os reles mortais vão perdendo a pouca confiança que ainda depositavam na cega e transloucada justiça.
Mil vivas para os déspotas esclarecidos.
Serão todos guilhotinados nas lâminas afiadas da própria prepotência e vaidade.
Esta é a herança e o exemplo que deixarão para seus filhos.

Ai de nós!



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