
Pobres são aqueles seres que possuem mais do que precisam e, mesmo assim, ainda querem mais e se degladiam por muito pouco, envenenam-se, alma e corpo, por quase nada. Matam-se por bagatela.
Não adianta morar nos mais ricos castelos se o espírito habita os umbrais mais profundos.
Engana-se aquele que busca a felicidade e a paz fora de si. As roupas e as jóias nada dizem sobre o indíviduo, antes, o deformam e o mascaram.
O eu verdadeiro prescinde de adornos.
Nada consome mais a energia de uma vida do que a ilusão do ter, do possuir e do controlar.
Embora a matéria corpórea seja transitória e mutável, muitos insistem em viver como se fossem eternos, imortais, propositalmente entorpecidos e ignorantes da certeza de suas mortes.
O desgaste e o desequilíbrio trazidos pela busca incessante de poder e dinheiro levam o indivíduo a perder os tesouros mais valiosos de sua efêmera vida: o amor, a paz e a saúde.
Pobres miseráveis, não sabem o que é o afeto verdadeiro, desconhecem o que é ter uma noite de sono tranquila e revigorante....não foram premiados no jogo da vida, onde quem ganha não é aquele que mais acumulou ao final da partida, mas sim aquele que se despojou de tudo que pudesse ocupar demasiado espaço em sua "bagagem", deixando-o livre e leve para a cruzar "a linha de chegada".
" (....) ói, ói o trem, não precisa bagagem, nem mesmo passagem pro trem...... (....)" Raul Seixas.
"Eu prefiro um galope soberano à loucura do mundo me entregar" [Profeta da Paraíba]
ResponderExcluirDra. Rose, seu conteúdo humano brilha incandescido.
Rafael (MPDFT)