quinta-feira, 3 de novembro de 2011
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Tributo à Bela
Fernando Pessoa deixa datilografado, sem data, um poema, que fez parte de seu espólio.
À memória de Florbela Espanca
Dorme, dorme, alma sonhadora,
Irmã gêmea da minha!
Tua alma, assim como a minha,
Rasgando as nuvens pairava
Por cima dos outros,
À procura de mundos novos,
Mais belos, mais perfeitos, mais felizes.
Criatura estranha, espírito irrequieto,
Cheio de ansiedade,
Assim como eu criavas mundos novos,
Lindos como os teus sonhos,
E vivias neles, vivias sonhando como eu.
Dorme, dorme, alma sonhadora,
Irmã gêmea da minha!
Já que em vida não tinhas descanso,
Se existe a paz na sepultura:
A paz seja contigo!
À Florbela
(em sua memória)
Sou eu, Florbela! Aquele que buscaste.
Falam de mim Teus versos de Menina.
Tua boca p’ra mim se abriu, divina,
mas foi só o Luar que Tu beijaste.
Hás-de voltar, Florbela!… Em débil haste,
por entre os trigos cresce, purpurina,
a mais fresca papoila da campina
que, só por me veres, não cortaste.
Eu tenho três mil anos: sou Poeta.
Surgi dos lábios secos dum asceta,
de uma oração que Deus deixou de parte.
Redimi tantos corpos, tantas vidas
neles vivi, que sinto já nascidas
asas com que subir para alcançar-Te
(…)
Sebastião da Gama
Arrábida, 6-11-1943
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
E as máscaras continuam caindo......
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Pertença
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
Pescadora de emoções

sábado, 3 de setembro de 2011
Porque hoje é sabado......
Sábado é dia de música, amor e poesia!!!!
Fernando Pessoa
"Não sei quem sou, que alma tenho. Quando falo com sinceridade não sei com que sinceridade falo. Sou variamente outro do que um eu que não sei se existe (se é esses outros)... Sinto crenças que não tenho. Enlevam-me ânsias que repudio. A minha perpétua atenção sobre mim perpetuamente me ponta traições de alma a um caráter que talvez eu não tenha, nem ela julga que eu tenho. Sinto-me múltiplo. Sou como um quarto com inúmeros espelhos fantásticos que torcem para reflexões falsas uma única anterior realidade que não está em nenhuma e está em todas. Como o panteísta se sente árvore (?) e até a flor, eu sinto-me vários seres. Sinto-me viver vidas alheias, em mim, incompletamente, como se o meu ser participasse de todos os homens, incompletamente de cada (?), por uma suma de não-eus sintetizados num eu postiço."
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Dia de Luz
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
Reciclando as emoções
Energia renovada, retomo a caminhada e vou removendo o "entulho" que foi deixado na tarefa diária de construção e desconstrução do meu eu.sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Uma música para o dia de hoje....
O meu termômetro, o meu quilate
Vem, cara, me retrate
Não é impossível
Eu não sou difícil de ler
Faça sua parte
Eu sou daqui, eu não sou de Marte
Vem, cara, me repara
Não vê, tá na cara, sou porta bandeira de mim
Só não se perca ao entrar
No meu infinito particular
Em alguns instantes
Sou pequenina e também gigante
Vem, cara, se declara
O mundo é portátil
Pra quem não tem nada a esconder
Olha minha cara
É só mistério, não tem segredo
Vem cá, não tenha medo
A água é potável
Daqui você pode beber
Só não se perca ao entrar
No meu infinito particular
terça-feira, 2 de agosto de 2011
La bambina e il mare.....

I giorni e gli anni volano inesorabilemente. Non ci si accorge nemmeno che si é piú grandi…piú vecchi….piú maturi o….meno…chissá..
La gente corre dietro a cose impossibili, non si accorge di tutto ció che circonda ognuno di noi…..il tempo passa e non lascia spazio alla riflessione…. che tanto ci aiuta a capire.
E cosí é passato anche un altro anno, é arrivata l’estate…e giá stá finendo!
Sogno quella riva al mare che scroscia e sbatte su se stessa…come una culla di profumi e ricordi….che ci prende per mano e ci porta indietro….si….indietro a quei giorni d’infanzia, di giochi e di fantasia, dove tutto era gioioso, dove tutto brillava di sogni…..dove i sogni…avevano spazio.
Mare…mare mio, che tanto ti guardo e ti contemplo…..
aspettaci….ti accarezzeremo e sfioreremo con leggerezza e amore….
non deluderci…
….non anche tu.
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Poesia para ler e sonhar: Alfonsina Storni

Em 18 de outubro de 1938, seguiu para Mar Del Plata para descansar, e dali enviou ao Jornal “La Nacion” seu poema “Voy a dormir”. Na madrugada de 25 de outubro de 1938, aos 46 anos, depois de ditar uma carta para seu filho, caminhou para o mar sob uma tempestade. Pela manhã, seu corpo foi descoberto na praia.
VOY A DORMIR
"Dientes de flores, cofia de rocio,
manos de hierbas, tú, nodriza fina,
tenme prestas las sábanas terrosas
y el edredón de musgos encardados.
Voy a dormir, nodríza mía, acuéstame.
Ponme una lámpara a la cabecera;
una constelacíón; la que te guste;
todas son buenas; bájala un poquito.
Dejame sola: oyes romper los brotes...
te acuna un pie celeste desde arriba
y un pájaro te traza unos compases
para que olvides... Gracias.
Ah, un encargo:
si él llama nuevamente por teléfono
le dices que no insista, que he salido..."
Sua morte causou imensa comoção. Para ela foi feita uma das mais belas canções do cancioneiro argentino, imortalizada na voz de Mercedes Sosa, mas gravada por grandes intérpretes do mundo como José Carreras, Plácido Domingo e muitos outros.
Alfonsina Y El Mar
(Felix Luna e Ariel Ramirez )
Por la blanda arena
Que lame el mar
Su pequeña huella
No vuelve más.
Un sendero solo
De pena y silencio llegó
Hasta el agua profunda
Un sendero solo
De penas mudas llegó
Hasta la espuma.
Sabe Dios qué angustia
Te acompañó,
Qué dolores viejos
Calló tu voz.
Para recostarte
Arrullada en el canto
De las caracolas marinas.
La canción que canta
En el fondo oscuro del mar
La caracola.
Te vas Alfonsina
Con tu soledad.
¿Qué poemas nuevos
Fuíste a buscar?
Una voz antigüa
De viento y de sal,
Te requiebra el alma
Y la está llevando,
Y te vas hacia allá
Como en sueños,
Dormida, Alfonsina
Vestida de mar.
Cinco sirenitas
Te llevarán
Por caminos de algas
Y de coral,
Y fosforescentes
Caballos marinos harán
Una ronda a tu lado.
Y los habitantes
Del agua van a jugar
Pronto a tu lado.
Bájame la lámpara
Un poco más
Déjame que duerma
Nodriza, en paz.
Y si llama él
No le digas que estoy, dile que,
Alfonsina no vuelve.
Y si llama él
No le digas nunca que estoy
Di que me he ido.
Te vas Alfonsina
Con tu soledad.
¿Qué poemas nuevos
Fuiste a buscar?
Una voz antigua
De viento y de sal,
Te requiebra el alma
Y la está llevando.
Y te vas hacia allá
Como en sueños
Dormida, Alfonsina
Vestida de mar.
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Amigos não se separam.....


