E diante desse cenário acabei desgostando de bonecas e de festejos natalinos, esses últimos quase sempre marcados por conflitos ocasionados pelo uso abusivo de álcool que invariavelmente era a rota de fuga do meu pai, que celebrava com os amigos durante o dia e quando chegava em casa já não sobrava contentamento nem sobriedade, apenas gritos e xingamentos....nada que não estivéssemos acostumados. Hoje eu compreendo as circunstâncias que forjaram o seu comportamento, suas possibilidades e limites.
E assim o tempo foi passando e felizmente tive a oportunidade de resgatar o Natal e toda a sua simbologia após o nascimento dos meus filhos. Faço questão de preservar os rituais e a mítica envolvendo o Homenageado, enfeito a casa e o coração, de igual forma preparo o espírito para sintonizar com a energia que emana do divino e do sagrado e assim comungar com aqueles que, como eu, acreditam no Advento, na Boa Nova e na força da fé e na esperança em dias melhores.
Bem aventurados os que estão abertos e disponíveis para o chamado, para o convite diário de olhar o mundo com os olhos da primeira vez.
Para quem tem coragem de enxergar a vida assim, todo dia é Natal, tempo de celebração, renascimento e perdão.

A síntese de muitos de nós, cada um com suas nuances, nos tempos de criança.
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