Quanto tempo perdido....quanta energia gasta na farsa diária de fingir ser quem não se é e jamais se será. As contigências da vida, dos humores flutuantes e nada mais.
Cada ser tem seu "darma", sua vocação pessoal e suas próprias tendências, características talhadas na essência do seu "eu" particular, independentementes do meio e das circunstâncias da vida.
Em contraponto a este dispêndio de sopro vital, há aqueles que aproveitam a existência para escavar
as ruínas da sua precária e incerta condição humana, num tipo de arqueologia emocional, em busca das suas relíqueas e tesouros próprios: o DNA da espécie "não-eu".
As brumas, aos poucos, vão desaparecendo, deixando transparecer uma nesga do céu de cor violeta-azul. Firmamento, imensidão dos pensamentos.
A instigante viagem rumo ao desconhecido parece iniciar-se neste exato instante....é só deixar-se levar pelos ventos da intuição, perfume indelével das almas livres.
Ousar ser o que se é, em verdade acaba sendo uma aventura para poucos indivíduos, seres corajosos e destemidos, quiçá um convite para a vida plena, sem máscaras, nem subterfúgios.

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