Tem coisas que não consigo compreender, mas que ainda busco respostas......
a) Você cria um filho com todo zelo, carinho e amor, num lar harmônico....dá o melhor de si, além de proporcionar uma boa educação, lazer, cuidados com a saúde, etc e percebe que isso não é o bastante para torná-lo grato, feliz e um ser "do bem".....não há "código genético" que garanta a transmissão inequívoca de caráter, princípios e personalidade. Da mesma forma que bons pais podem gerar "monstrinhos", os psicopatas do amanhã, pais de caráter reprovável podem gerar bons filhos, seres do bem, acima de qualquer "herança maldita".
b) Quem passa por todo tipo de dificuldade não consegue tornar real para os seus sucessores as dores dos dissabores que experimentou.....por mais que você mostre que aquele fruto é por demais amaro, enquanto o outro não experimentar, por si só, tal sabor, não conseguirá compreender o que aquilo realmente significa. O que não se aprende pelo amor, aprende-se pela dor. O dificil é ficar impassível diante das escolhas que seus filhos fazem e que você sabe que serão inexoravemente dolorosas.
c) Filho não vem com "manual" de instruções. Não há modelo pronto, único e acabado. A construção é diária e, como todo crescimento, envolve aprendizado, resistência, mudança e dor, para todos os envolvidos na empreitada. Nesta longa jornada, entre a intuição e a razão, fico com a primeira, já que não há lógica ou fórmula pronta que garantam que o sucesso dessa missão depende unicamente da razão, e não do sentimento.
d) Os conflitos subjacentes de toda mãe-fêmea, mãe-fera, mãe-anjo e mãe-mulher dão a exata dimensão de quanto o útero e, depois o mundo, são apenas uma extensão de seu vasto e complexo reinado de amor e poder. A transmutação da energia vital, o misterioso e o sagrado ventre materno. Começo, meio e fim.
Dúvidas de quem ainda não domina a díficil arte de ser mãe.....
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