
A melancolia de sepultar os ideais.
A dor de ver morrer, inexoravelmente,
uma parte de si mesmo.
Vejo-me, hoje, peça fora do sistema hipócrita e
egoista que um dia acreditei que poderia
transformar, mesmo que minimamente....
O idealismo pueril de querer fazer a diferença,
sucumbiu diante da operacionalidade dos egos,
daqueles que fazem da "justiça" sua latrina
pessoal. Sou puro desalento.....perdi o inconformismo típico daqueles que pensavam mudar o
mundo com seus moinhos de vento. Perdi a coragem, a luta e a vontade....descobri que
todas as minhas energias foram consumidas nesta espiral dantesca da miséria humana.
Estou paralisada pelo veneno da serpente. Só resta-me agonizar até o momento final da
morte dos meus sonhos.
Arrastarei, até então, os pesados grilhões que um dia simbolirazaram a minha libertação
dos porões da ignorãncia e da pobreza: esta é a minha forma particular de expurgar a culpa
pelo fracasso.
Tenho todo o tempo do mundo para enterrar, uma a uma, as minhas ilusões!
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