segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Quando os ideais se vão....


A melancolia de sepultar os ideais.

A dor de ver morrer, inexoravelmente,

uma parte de si mesmo.

Vejo-me, hoje, peça fora do sistema hipócrita e

egoista que um dia acreditei que poderia

transformar, mesmo que minimamente....

O idealismo pueril de querer fazer a diferença,

sucumbiu diante da operacionalidade dos egos,

daqueles que fazem da "justiça" sua latrina
pessoal. Sou puro desalento.....perdi o inconformismo típico daqueles que pensavam mudar o
mundo com seus moinhos de vento. Perdi a coragem, a luta e a vontade....descobri que

todas as minhas energias foram consumidas nesta espiral dantesca da miséria humana.

Estou paralisada pelo veneno da serpente. Só resta-me agonizar até o momento final da

morte dos meus sonhos.

Arrastarei, até então, os pesados grilhões que um dia simbolirazaram a minha libertação

dos porões da ignorãncia e da pobreza: esta é a minha forma particular de expurgar a culpa
pelo fracasso.

Tenho todo o tempo do mundo para enterrar, uma a uma, as minhas ilusões!




Nenhum comentário:

Postar um comentário