domingo, 1 de agosto de 2010

Em descompasso....



Só entre muitos.
Minha essência divina em fuga da natureza humana que me reveste, me despe e me aparta da vida vivida e não idealizada, apenas a possível.
Um rio de emoções, sentimentos e percepções fatalmente contido e represado na conduta esperada e pré-moldada. O dever-ser
Na cheia, as palavras escapam e escorrem, em prosa e em verso........ e nesses devaneios em que me permito ser o que sou, esvazio-me de toda a sensação outrora aprisionada. Revivo.
Escrava liberta, eis o que sou.....circunscrita em viver de acordo com o que se espera de mim.....no eixo e nos padrões sociais vigentes.
O inevitavel descompasso entre anima e persona é superado quando deixo-me levar pela música, fada que embala meus sonhos de menina, ainda....
Sobrevivo assim, de doses diárias e vitais de literatura e poesia, a ponto de esquecer quem sou, tragada pela estória que se abre em flor a minha frente.
Diante de tanta beleza entrego-me vencida e feliz,
e volto a ser aquela de sempre, a Maria das Quimeras,
livre, serena e sem destino pré-fixado.

Um comentário:

  1. o levar - se pela poesia, pela escrita, tem sido tão libertador ...aprendi com vc poetisa de natureza...da pura essência dos pensamentos corredios capturados no átimo de tempo em que, vindo, transformam - se em rimas, em palavras escritas, e, daí, vem saindo a borboleta e voa para o mais alto que puder, livre !

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