quarta-feira, 16 de junho de 2010

Constantes outonos.....

As minhas ilusões......
Todas estão a cair da árvore, no permanente
outono do meu ser.
Quimeras vãs no entardecer de tantos
sonhos.
Fico a pensar se outras folhas brotarão
de antigos galhos, cujo tronco já está demasiadamente
marcado pelas tempestades e vicissitudes da vida.
Mesmo quando o solo é fértil, há que
se cuidar dos brotos, pra quem venham as
flores e os frutos.
Sou um cerrado de emoções: solo árido e de difícil cultivo, com uma floresta imensa e caudalosa em seu interior.
Raízes profundas e intensamente ramificadas......ávidas por vida e energia......
Terra de ninguém......território devastado pelo fogo das incessantes inquietudes, ânsia de encontrar algo que não se sabe ao certo o que é........
As folhas bailando ao vento....tão leves e livres que se esquecem de que foram há pouco: reféns, presas nos galhos da minha árvore, no constante outono deste
meu viver....

Um comentário:

  1. ver - se em si a desilusão de um querer tão sonhado...tão buscado...é dor que consome, e na busca por um lenitivo, faz - se concessões, racionalizam - se os erros na busca de soluções. estas, vindas de um sofrer e desilução convolam- se em mágoas forjadas em tempos idos, já vividos. as mágoas fazem crescer, seguem - nas a sabedoria em desnaturar a dor, fazendo - a ser mais próxima do querer mudar, do voltar ao marco zero e daí, buscar nos erros, quem sabe, o recomeçar pelo que já foi vivido tão amorosamente.

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