domingo, 9 de maio de 2010

Mãe de mim mesma.




Gostaria de me olhar com os mesmos olhos com os quais fito meus filhos.....de paciência, amor, compreensão e gratidão.
Se eu me cuidasse da mesma forma que cuido do meus filhos, talvez não fosse tão emocionalmente doente.
A meta da perfeição e as cobranças diárias não teriam espaço, pois mãe tudo perdoa, menos os próprios erros.
Sou minha própria algóz, carrasca e julgadora implacável.....não preciso de ninguém para esse papel.
Preciso de colo, do meu próprio......com menos auto-crítica e mais aceitação da minha pobre natureza humana.
Já que estarei comigo por toda a eternidade, nada mais natural que a convivência com todas as minhas personas seja a mais harmônica possível.
Não foi fácil assumir o papel de mãe do Arthur e do Lucas......minha essência esmagadoramente masculina me empurrava para o trabalho, para os estudos......eu repudiava qualquer situação que eu não pudesse controlar ou que me tornasse frágil e vunerável.
Estou aprendendo, a duras penas, a conciliar a guerreira e a mãe....o masculino e o feminino.
Minha próxima batalha: Ser mãe de mim mesma......estou a escolher "as armas", as estratégias, já estão todas no meu coração.....o pior inimigo a enfrentar está dentro de mim.....nos porões do meu inconsciente.

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