
Com as nossas mãos, com as mãos do espírito e da vontade,
do amor e do destino, tecemos devagar a verdade de cada dia
e de cada momento. O que parece que nos chega pronto, como
uma surpresa da vida, é muitas vezes esse tecido que fiamos
ao longo do tempo, esquecidos de que o fiamos. De uma só vez
e de algum modo milagroso, somos a um só tempo o tecelão e o
usuário, que se encanta com as cores ou se surpreende com a
aspereza desse tecido.
Luiz Carlos Lisboa
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