sexta-feira, 7 de maio de 2010

Sob pressão, aperte a tecla F5 - atualizar.




Sinto o peso das horas que voam e das obrigações que se multiplicam.

Todos querem tudo de mim, ao mesmo tempo....e só aceitam se for o melhor....nada mais do que o perfeito.

Vou me consumindo nessa fogueira, Atlas da modernidade, de batom e salto alto.

A "Amélia" era feliz e não sabia.......ostentar a ocupação de "prendas do lar" é o máximo.

Essa coisa de ser multi-mulher só serve para vender eletrodomésticos, truque de marketing.

Somos exploradas e submetidas a trabalho escravo - 3 turnos ininterruptos, sem direito a pagamento de hora extra, auxílio insalubridade, adicional noturno, pagamento em dobro das horas trabalhadas nos finais de semana......e ainda ganhamos "panelas" de presente de dia das mães......é de lascar!

Frutos da "revolução rosa"........Considerar esse caus um sinal da emancipação feminina é o fim, as trevas......ou não gosta de mulher, ou considera o "sexo frágil" coisa ..... semovente........Isaura do século 21......aliás, já passou da hora da Princesa Isabel reencarnar e acabar com a festa na "Casa Grande".

Legião de anjos da senzala........com cárcere e grilhões impostos por modelos e padrões sociais inatingíveis: a mulher perfeita, mãe zelosa, profissional dedicada, esposa amantíssima, filha atenciosa, amiga unipresente, irmã, tia, etc......além de magra, linda e sem TPM!

Cansei de atender as expectativas dos outros.

De agora em diante, só quero ser eu, no meu tempo e com todas as minha imperfeições, contradições e incoerências.

Danem-se as pressões.

O tempo que se arraste aos meus pés.

Vou passar um anti-virus no meu sistema e deletar os "arquivos" nocivos e pesados.

Vou adotar uma nova configuração, com um Layout mais soft e uma programação mais leve.

Essa será a minha nova versão, RMC 4.5.

Pronto, teclei F5......

Aguarde.....

Atualização em andamento!



segunda-feira, 12 de abril de 2010

VI CONEPA e Feira de Conhecimentos

Da esquerda para a direita: Mônica, Eu, Anderson, Ane e Jamil.

No stand do nosso Projeto "Programa de Atendimento aos usuários e dependentes de drogas", escolhido como uma das 15 melhores práticas de medidas alternativas pelo Ministério da Justiça.


Graças ao empenho de toda a equipe do Sema-Bsb, nosso trabalho pode ser exposto na Feira de Conhecimentos do VI Conepa.








No momento da premiação das melhores práticas o palco ficou pequeno para tanta alegria e emoção.


Na verdade, todas essas equipes e seus trabalhos maravilhosos foram o ponto alto do Congresso.












Essa foi a melhor parte do evento: divulgação do nosso projeto do Mercado Modelo, com direito a enfeite rastafari na cabeça e tudo.


domingo, 11 de abril de 2010

VI CONEPA - Salvador






Apesar de todos os contratempos, foi uma experiência muito boa. Conheci muita gente legal
a aprendi um bocado de coisas novas.....
O mais gratificante foi estar na Feira de Conhecimentos e ter o trabalho da equipe reconhecido, levando o nome do MPDFT até os rincões mais longíncuos deste país e do mundo.






















segunda-feira, 5 de abril de 2010

Se eu pudesse, meu amor.......



Se eu pudesse, meu amor.....eu te protegeria de todo mal que há nesta e em outras vidas.....cuidaria para que a inveja, o ódio, o orgulho e a vilania nunca descessem seus mantos negros sobre você......seria seu escudo contra os sentimentos que assombram e habitam os porões da perversidade humana.
Você é tão frágil....cordeiro lançado à jaula das bestas-feras deste mundo insano, sem saber, ao certo, quem realmente é o seu predador. Ingênuo, ainda crê no verniz que engana, no espelho que ilude, na imagem que esconde e nas palavras que nada revelam, antes, confundem.
Abra os olhos da razão meu amor, tente ver além do que o seu coração sente.....caso contrário você será massacrado pela turba enlouquecida e sedenta de vingança.....seres entorpecidos pela falta de amor, que matam aqueles que tem esse "bem " em excesso....assim como você.
Em nome desse imenso amor que tenho por você, vejo-me compelida a deixá-lo viver sua própria história....livre das minhas garras super-protetoras, do meu faro de mãe feroz e vigilante, apta a estraçalhar quem se aproximar das suas crias.
Estarei ao seu lado sempre, farol a iluminar os seus possíveis caminhos.....as escolhas serão suas, meu anjo, sempre, assim como, os espinhos e as flores que surgirão na sua estrada.
Uma pérola só tem valor "fora" da concha.........a minha "casca" só protegeu você, minha jóia rara, durante o tempo necessário.....
Agora é com você.....o mundo é todo seu, explore-o e conquiste-o com cautela, com a calma daqueles que dispõem da eternidade como companheira de "viagem".....

Travessias de Gil Roberto

Estava eu a falar de travessias e passagens, quando deparei-me com este texto lindíssimo do meu "anjo" Gil Roberto, esse poeta da foto ao lado, cercado de "diabinhas" por todos os ângulos, vértices, prismas, etc

"...quando criança encontrei-me com um velho, ele era uma divindade já cansada, contou-me histórias como um avô, alguém que passou, pois até os deuses passam, me disse com os lábios secos embebidos de farrapos e memórias, me disse com voz de gente humana que atravessou tantos entantos:
alguns tantos me trouxeram alguns pêlos brancos, sulcos na pele, o peso de existências e os músculos dançando ‘a la gravidad’, e o tempo me trouxe o agora e enterrou alguns passados, memórias antigas perdidas em vestidos, em aromas de chás e bules velhos, em beijos que padeceram, em sensações que se esqueceram... eu sou um homem, sou? , e voltei quando me encontrei e como foi reconfortante me esquecer, ou não foi? ah, o esquecimento, talvez eu precise mergulhar meus dedos no vinho e tirar o som perfumado de taças de cristal, talvez eu tenha tido um amor de valia, eu me lembro do sol nascendo e isso é bom, me lembro de vozes de pessoas que não existem, e muitos caíram no esquecimento, o que é uma flor caída no esquecimento? seu perfume ainda é poesia?, serve aos pássaros?, as flores não falam, simplesmente roubam minha memória, e as rugas da vó Amélia, o fogão de lenha e o cheiro do café, os passos arrastados, as cinzas, o azul profundo dos olhos dela, ela se encontrou?, qual o sentido de ela ter passado por aqui? qual o sentido das suas mãos envelhecidas? onde ficaram suas palavras? um pássaro pousa num velho paletó e não há ninguém ali, só um paletó puído e o vento o atravessa, alguém esteve ali?, talvez alguém se lembre, eu me lembro do sol morrendo e isto guarda o gosto de mãos macias tocando o crepúsculo que escorre sob minha pele, esqueci algumas pedras, alguns tons de azul, esqueci o tempo,... mas o banco sempre lembra de mim, de você, ele sempre terá histórias pra contar, você sabe, não? somos parte de tudo isso e o que lhe conto já faz parte de ti, se você me encontra aqui
encontrou a si mesmo, sabe que não sou velho, sou antigo..." Dinegritu Fumanchu

sexta-feira, 2 de abril de 2010

A Travessia de Aqueronte



Há momentos da vida que não temos outra saída a não ser fazer a tão temida "travessia de Aqueronte", tão aterrorizantemente descrita por Dante, na Divina Comédia.


Tal qual Virgílio, sou levada pelo desumano servo Caronte pelo rio que conduz ao "inferno" de mim mesma, aqui e agora, sem precisar morrer para estar na barca.


A hora de resgatar outros passados se aproxima rapidamente. Inevitável esse ajuste de contas, aceito por mim antes de desembarcar "nesta estação". Acordo inicial, cujo cumprimento já está em execução, sendo agora, a parte mais difícel de ser adimplida.

Cérberus persegue-me com seu feroz olhar, ávido para destrorçar-me. Cabeças e serpentes bailam hipnoticamente, como se quisessem desviar-me do caminho, devorando-me o juízo.

Tenho medo, quero retroceder mais já não posso. Os portais fecharam-se e só me resta enfrentar a "passagem".


quarta-feira, 31 de março de 2010

Dica de leitura para a Páscoa


As identidades assassinas - Amin Maalouf
Nesta época em que comemora-se a "ressurreição" de Cristo, crucificado e morto em razão das "ideias" que pregava, essa leitura vem a calhar.
O livro é uma éspecie de levante, um protesto, um grito de indignação contra a "loucura" (política de ocasião, oportunista), doença mesmo, daqueles que matam e incitam outros a matarem em nome de uma "identidade".
O Autor, escritor e jornalista, apoiado na sua própria condição de homem do oriente (nasceu e cresceu no Líbano) e do ocidente (vive desde os 27 anos na França), tenta compreender o porque, na história da humanidade, a afirmação de si próprio tem que passar pela negação do outro e sua completa extinção.
Ao final da leitura, extrai-se uma poderosa mensagem de tolerância e alteridade, bem apropriada para tempos de "Páscoa", passagem, transformação e renascimento.
Do autor recomendo, ainda, as seguintes obras: Um mundo sem regras, Os Jardins de Luz, O amor de longe, As cruzadas vistas pelos árabes.

terça-feira, 30 de março de 2010

Orientar e não punir.....coesão e não coerção


"Porque é o nosso olhar que aprisiona muitas vezes os outros nas suas pertenças mais estreitas e também é o nosso olhar que tem o poder de libertá-los". Amin Malouf




A sociedade é formada pelo conjunto das relações sociais: as coercitivas, cuja particularidade é impor do exterior, ao indivíduo, um sistema de regras com um conteúdo obrigatório; e as relações de cooperação, cuja essência é fazer nascer no indivíduo a consciência dos princípios ideais que comandam todas as regras, no sentido de se obter a coesão social, uma das mais legítimas expressões da realização da justiça. A lógica contenciosa deixa de ser o único caminho para fazer valer o direito, pois só uma decisão baseada no consenso poderá ser considerada justa.

Uma comunidade coesa pressupõe a co-responsabilidade de seus membros pela resolução de seus conflitos, articulados sob um sentimento de identidade, alteridade e pertença. Ante à litigiosidade incontida das relações humanas, urge a construção de caminhos que favoreçam a comunicação das partes em conflito, pois a ausência de consenso e de mecanismos não adversativos para a resolução dos conflitos não podem justificar o retorno à barbárie, onde vence o mais forte e, onde quem detém o poder, pune.

Orientar e prevenir para não ser necessário punir.
Construir estradas e não impor caminhos.

sábado, 27 de março de 2010

Projeto Vias Alternativas - MP/INETRAN

Hoje foi a primeira palestra do Projeto Vias Alternativas, parceria das Promotorias do Juizado Especial Criminal de Brasília, Sema/Bsb e Inetran.
Foi muito legal, aprendi coisas à bessa.
O Prof. Márcio fez uma abordagem muito interessante sobre as questões de segurança no trânsito, enfocando a necessidade de se educar o cidadão, com vistas à sua própria segurança e a de terceiros.
Os participantes puderam tirar dúvidas, contribuir com suas experiências pessoais e dialogar com o palestrante.
Foi muito bacana, dinâmico e especialmente, enriquecedor.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Colcha de retalhos.



A minha vida é uma colcha de retalhos, feita de pequenos pedaços, presos uns aos outros, cada um com a sua cor, seja ela qual for, alegre ou triste. Valorizo cada pedacinho das sobras que a vida me dá, pois cada um contém a minha história, com começo, meio e fim. Pedaços, de mim, minha riqueza pessoal. A história possível que construi.
A infância, a adolescência, o primeiro beijo, o nascimento dos meus filhos, as dores, os dissabores.... cada pedacinho da minha vida..... tenho saudade de todos eles.
Eu sou o resultado de todos esses pedacinhos juntos, incoerentes, remendados, costurados com a linha forte do amor.

Mulher de fases.....


Já passei por tanta coisa nessa vida.....quanta história, muitas fases.
A menina, a moça, a mulher....já fui muitas, hoje só quero ser eu, em paz.
Os efeitos inexoráveis do tempo, as mudanças de fora e de dentro.
Envelhecer não é fácil, com sabedoria então, nem se fale.
Depois da plenitude, a planície. Muitas vidas numa só.
Sou como uma lua prenhe de imaginação, no quarto minguante da existência e insistentemente nova a cada alvorecer.
Tudo isso sou eu....às vezes transbordo de mim.....precisaria de mais uma centena de encarnações para viver tudo que tenho vontade: tocar um instrumento, aprender várias línguas, conhecer o mundo todo, dançar todas as músicas do universo, ter mais filhos......ouvir mais e falar menos.
Estou na fase de fechamento, reflexão, resgate de energia interior. Girassol sem sol.
Amanhã, a história será outra. Não tenho pressa, quero viver todas as fases, tenho toda a eternidade para isso.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Menos receptiva, mais agressiva.


Quem me dera poder intervir de forma natural no funcionamento químico do meu cérebro.

Quisera eu poder reformular toda as estruturas dos meus neurônios, fazendo com que o nível de produção de serotonina no meu sistema nervoso central fosse normal, sem precisar de barbitúricos.
Nada de fármacos serotonérgicos. Eu quero ser livre. Tudo bem que estou menos receptiva e mais agressiva, fazer o quê, só voltei a ser eu, a ansiosa, com crises de enxaqueca, TPM e chorosa....sempre fui assim, fora dos intervalos medicamentosos.
Tudo na vida é escolha, então, faço a opção pela superação de mais um momento difícil. Só o tempo me mostrará se este é o melhor caminho ou, se terei que reestabelecer o estado anterior das coisas.
Eu daria tudo para voltar a ser o que eu era, antes de ser tragada pelo "demônio do meio-dia". Ao menos me resta essa imagem do que fui. Conforto ou martírio, não sei, já que nada do que foi voltará a ser, embora tenha sido tão verdadeiro e belo.
Minha mente parece solta na Via Láctea, sendo levada por forças gravitacionais externas ao meu ser. Essa sensação de flutuação e de "não pertencimento" a nenhum planeta é assustadora. Quem sabe Florbela estivesse certa quando escreveu: "(...) e se um dia eu hei der pó, cinza e nada, que eu saiba me perder.... para me encontrar".