domingo, 21 de outubro de 2018

Filha do Tempo Presente



O poeta místico persa Udin Rumi, fundador da ordem dos dervixes, costumava dizer que o homem de bem "é filho de tempo presente e da tarefa perfeita". As lembranças do que já aconteceu pouco interessam àquele que vive integralmente sua vida: seus planos para o futuro têm o seu lugar, mas são apenas projetos. "Filho do tempo presente", o homem de bem a que se refere Udin Rumi está todo tempo aqui, e vive eternamente o agora. Porque está vivo e põe a alma em cada coisa que faz, realiza suas tarefas do modo mais próximo possível da perfeição.


Luiz Carlos Lisboa
Nova Era


Esse texto reflete bem o sentimento que me invade nesse momento e através dele expresso minha gratidão a todos que, de alguma forma, estiveram e ainda permanecem ao meu lado nesse período tão significativo da minha vida profissional e pessoal. 

Tempo valioso, de escuta, aprendizado e necessário realinhamento. 

Na trilha do meu darma, sigo trabalhando com amor e afinco, como sempre fiz, certa de estar cumprindo, da melhor forma possível, a missão que me foi destinada.

Sou filha do tempo presente.




 

  







terça-feira, 28 de agosto de 2018

Nigredo



Nigredo é uma palavra oriunda do Latim e pode ser traduzida como escuro. Na Mística é utilizada para descrever o primeiro passo do processo alquímico, qual seja: a morte espiritual, estágio de decomposição ou putrefação. Ato contínuo, tem-se os ciclos da purificação (albedo), do despertar (citrinitas) e o da iluminação (rubedo).  

Para Jung esta primeira etapa está relacionada à aceitação e integração da sombra, ou seja, das emoções, intuições, percepções e desejos que escondemos nos porões da psique, em razão da inadequação com os ditos padrões morais e éticos de uma determinada época e grupo social ou por revelarem defeitos e imperfeições que temos e não aceitamos.

Acessar essas áreas obscuras e encarar esse lado sombrio não é uma tarefa das mais fáceis e exige a coragem que tiveram Hércules, Orfeu, Enéias e, tempos depois, Dante e Virgílio, ao se aventurarem no Barco de Caronte, pelo rio do infortúnio.

A travessia desse deserto ou a passagem pela noite escura da alma, como bem definiu São João da Cruz, precisa ser feita a fim de que a nossa essência seja acessada, uma verdadeira itinerância em busca de discernimento, crescimento e aprimoramento espiritual.

Bem sei que desse ponto em diante não existe recuo. É um caminho sem volta. Sempre em frente e enfrente! Essa noite sombria é um divisor de águas, o prenúncio da transmutação, ressignificação e libertação de tudo que impede o fluir natural do eu e da vida

Há um oásis a espera daqueles que enfrentam as águas pantanosas do Estige e delas saem renovados e fortalecidos. E é esse sopro benfazejo que tem guiado a minha jornada, insuflando coragem em minhas entranhas e mantendo acesas as chamas dos meus ideais. É também ele que sussurra em meus ouvidos: - Não há o que temer, você está no caminho certo e fazendo o melhor possível. Siga em frente e mantenha-se em sintonia com os seus princípios e valores.

E assim, prossigo e confio. 

Sob a capa de carvão já vislumbro o fulgor do diamante.     

        

sexta-feira, 22 de junho de 2018

Mudanças exigem sacrifícios



Grandes transformações exigem esforço concentrado para com o objeto ou a situação que se quer mudar. Em outras palavras, não há mudança sem sacrifícios, renúncias e trabalho duro. 

O paraíso que se busca não cairá do céu e nem tampouco será o resultado de um amontoado de reclamações desacompanhadas de ações concretas no sentido de modificar o que não está bom.

Na atual quadra as redes sociais fez surgir um ativismo preguiçoso e superficial, onde muitos reclamam de tudo e poucos se dispõem a fazer algo de consistente para mudar a realidade que reputam ruim. 


Há que se reconhecer a dificuldade que algumas pessoas tem de abandonar suas zonas de conforto, arregaçar as mangas, colocar as mãos na massa e fazer algo acontecer. É mais cômodo manter-se fora da arena e, como mero espectador, aceitar o que vem pronto, vociferando quando o espetáculo não lhe agrada, esquecendo-se de que quando foi chamado a escrever o roteiro, omitiu-se. 


Aprecio aqueles que demonstram disponibilidade para o trabalho duro, que estão sempre prontos para ajudar numa tarefa complexa, almas corajosas que tomam para si a responsabilidade pelas mudanças que querem ao redor, sabendo que o ponto de partida é mudar a própria perspectiva que tem de si, do outro e do mundo.
Aves raras.
Céu vazio.


terça-feira, 19 de junho de 2018

O Canto das Sereias




"Se a gente cresce com os golpes duros da vida, também podemos crescer com os toques suaves na alma"
Esse verso traduz não só a trajetória da doceira e poetisa goiana, Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, ou simplesmente Cora Coralina, como também a de muitas outras pessoas, inclusive eu, que apesar do couro endurecido pelas pancadas da vida, não dispensam o lenitivo da música, da fotografia e da poesia para amenizar o ardor perene das cicatrizes.


Há que se fortalecer o espírito e petrificar a carcaça quando se é ousado o bastante para lançar-se ao mar revolto das vaidades humanas, sonhando os próprios sonhos e defendo posições e ideais num Olimpo de deuses autofágicos e sabotadores.

Rejeições implícitas e explícitas, pequenas tramas e traições, armadilhas diárias sorrateiramente plantadas no caminho e todo o tipo de ardil típico desse jogo de poder, com o claro escopo de pulverizar o opositor, olvidando-se que somos TODOS UM, ao fim e ao cabo. 

Planos de poder pessoal prevalecendo sobre os interesses de todos. 

E nessa batalha sangrenta e silenciosa em terra de egos gigantes, perdem todos....uns perdem a máscara e as verdadeiras faces e motivações se revelam; pessoas são desnudas frente a um olhar mais atento.... a inescapável essência emerge: pequenina e assaz virulenta, em muitos casos, mas nem tudo está perdido, há quem cultive, a duras penas, sua natureza lírica e íntegra em meio a esse pântano e em absoluto anonimato, mantém viva a esperança e continuam a semear um porvir mais promissor. 

Estejamos atentos e fortes, tal qual Ulisses, ao enganoso Canto das Sereias. 

Que os nossos valores, princípios e ideais continuem a ser as sólidas amarras que nos atam ao mastro da Nau e não nos permitam sucumbir ao desejo ilusório de gozo fácil, individual e imediato. 

A sedução que as cigarras e as sereias exercem é uma arma letal para os incautos que se de deixam levar pela beleza de suas oratórias, digo, cantos. 

Para sobreviver precisamos mais que isso.

O desafio posto é ouvir esse canto, refletir sobre seu alcance, sua real concretude e sobreviver/resistir a ele, refutando-o com racionalidade. 

É preciso abdicar de uma vantagem pessoal que lhe será ofertada (prazer momentâneo e individual), em prol de conquistas perenes e tempos melhores para todos. 

Vamos ver quantos conseguem. 

Já não somos mais marinheiros de primeira viagem. 

Estou a contar os corajosos.

1 (um).  

     
         

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

μακάριος/Makários



Bem-aventurados os puros de coração, os que se doam de corpo e alma ao outro e, num abraço forte de proteção e cuidado, curam nossas dores e nos devolvem a nós mesmos.
Bem-aventurados os que passam pela vida trazendo amor e esperança para a vida dos outros.
Bem-aventurados os que amam em silêncio, através de simples ações e sem alarde.
Bem-aventurados os que enxergam o outro através da lente da compaixão e do perdão.
Bem-aventurados os que trazem no olhar todos os sonhos do mundo e colorem de pôr-de-sol o cinza dos dias tristes.
Bem-aventurados os que despertaram para a vida nas asas de um Colibri, ouvindo o canto do Uirapuru.         
Afortunada sou eu por ter você como companheiro de jornada.
Abençoada sou eu por ter te encontrado em e meio a tantos desencontros.
Gloriosa e agraciada, sou só gratidão. 

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Sobre estradas e escolhas





Robert Frost* escreveu de forma tão expressiva: "duas estradas separavam-se num bosque e eu, eu segui pela menos viajada e isso fez toda a diferença”.
Encontro-me exatamente nesse ponto da jornada, em que preciso escolher, mais uma vez, uma das duas estradas....
Na primeira intersecção fiz a escolha correta e cá estou colhendo os bons frutos de um semear ininterrupto e vigoroso.
Agora a opção envolve outros aspectos, muitas necessidades básicas e urgentes de tempos atrás não sem fazem mais presentes. As prioridades mudam na maturidade, os desejos idem. Não há mais nada a se provar a quem quer que seja. Na plenitude da vida adulta o que se busca são outras sensações e realizações.    
E bem quando eu já tinha uma ideia de qual caminho escolher, vem a vida e esfrega bem na minha cara o que realmente importa. Venho, solenemente, ignorando alguns sinais do meu corpo. Já não tenho 30 anos, mas continuo trabalhando e concretizando projetos com o mesmo afinco e determinação de quando tinha 21....vi que não é mais possível manter esse ritmo. Ou eu repenso meu modo de ser e de agir, ou a vida fará isso por mim da pior maneira.
A grande dificuldade é adequar a realidade do corpo, à da alma, mantendo o pensamento e os desejos alinhados nesse complexo sistema. Ouço uma voz dizendo: "Mais vc ainda tem tanto a fazer e a conquistar"..... então ouço uma outra que imediatamente retruca: "Vc já fez muito....agora é o momento de pensar em você e no seu bem estar".  
Final de ano, exausta e com a saúde comprometida em razão de uma abrupta baixa da imunidade, causada por stress, sono irregular e jornadas de trabalho/viagens excessivas, talvez não seja o melhor momento de escolher qual rota seguir nessa encruzilhada, mas 2018 começará, forçosamente, diferente, com a necessária diminuição da carga, do peso e das cobranças, internas e externas. 
Não há maior propósito de vida, do que viver bem, com saúde e ao lado das pessoas que realmente importam e que demonstram, diariamente, o quanto você é importante pra elas, independentemente da utilidade que você possa ter para essas pessoas, do cargo ou função que exerça e respectivos benefícios que isso traz pra elas.  
Pouca coisa faz a nossa jornada terrestre valer a pena, uma delas é usufruir de sentimentos, sensações e emoções verdadeiras. O restante são só distrações, ilusões, o véu de Maya a nos obscurecer a visão, por deleite e armadilhas do Ego. 
Nada tem consumindo tão rapidamente nossas energias do que essas disputas pelo ter, pelo poder e todos os esforços que envolvem a manutenção das vantagens e liderança nesse jogo de aparências, onde as máscaras valem mais do que a essência.
Posso afirmar, sem medo de errar que, apesar de tudo, estou terminando 2017 com um saldo extremamente positivo: praticando o desapego, compreendendo as revelações que tanto o amor, quanto a dor, me trouxeram, refinando os filtros em relação ao que realmente tem importância e, nessa linha, merece minha atenção e a minha energia, buscando a leveza e me afastando de tudo que é emocionalmente e fisicamente, pesado demais para eu carregar (culpas, medos, cargas alheias, etc).
A estrada menos visitada é aquela que eu irei percorrer sozinha, eu e os reflexos da minha escolha.
            





*Robert Frost (1874–1963). Mountain Interval, 1920. The Road Not Taken. No original: “Two roads diverged in a wood, and I — / I took the one less traveled by, /And that has made all the difference”.

sábado, 28 de outubro de 2017

Defeito de fábrica





E no espectro da imperfeição humana, há uma gama de defeitos que vejo refletidos em mim e um deles é o excesso de rigidez e/ou a baixa tolerância que desenvolvi em relação a pessoas descomprometidas e sem foco, aquelas adeptas da filosofia Zecapagodiana do "deixa a vida me levar", linha de comportamento que também serviu de referência para Samuel Rosa e Chico Amaral: "... Vou deixar a vida me levar/Pra onde ela quiser/Seguir a direção/De uma estrela qualquer.". A vida imita a arte ou é a arte que reflete as situações do cotidiano??? 
De qualquer sorte, essa minha impaciência (defeito de fábrica rs) com a falta de compromisso que vejo ao meu redor e que acaba por afetar, direta ou indiretamente, as relações em que estou envolvida, consomem muito da minha energia.
Não consigo ser flexível e nem deixar pra lá. Por mais que você se dedique (um por todos e todos não estão nem aí pra aquele um), não há retorno e nem reciprocidade. Sair bem na foto e colher os louros de um trabalho exitoso todos querem, mas ter compromisso é muito mais que isso: é estar junto apesar das circunstâncias difíceis, do cansaço, dos problemas particulares, etc, pois é justamente nesses momentos que mais precisamos uns dos outros e que avaliamos o nível de compromisso das pessoas, conosco e consigo mesmas.  Em qualquer que seja a área, a falta de comprometimento impede novos aprendizados, conquistas e oportunidades. Não se avança e esta estagnação contamina tudo e todos ao redor.       
Assumir compromissos e honrá-los diz muito sobre a pessoa, por isso é importante avaliar e refletir antes de assumir missões que, de antemão, já se sabe que não poderão ser desempenhadas a contento. Dizer não, em tais situações, é um ato de respeito para com o próximo e demonstra maturidade e comprometimento da pessoa consigo, com as próprias prioridades e possibilidades.       

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Lapidação






Enxergar o fulgor do diamante sob a capa de carvão não é uma tarefa para qualquer um....há que ser alguém especial, que compreende com a alma as sutis vibrações que emanam do outro.
Não há engano, apenas um se deixar levar pelo encanto e pelo magnetismo que fluem naturalmente das coisas e dos seres.
O que uns chamam de magia eu costumo dizer que é revelação do sagrado, um entardecer dos sentimentos e das sensações, um estado de contemplação permanente, que passa pela opção de se estar aberto para o mundo e suas inúmeras dimensões.
E nesse processo contínuo de lapidação, vida após vida, a luz, antes tênue e fugidia, vai tornando-se tremulante e perene, até que seu arder em brasa será um só clarão com o Todo, numa fusão de vida e morte, no infinito de cada instante de plena luz.
Numa cadência atemporal, captar reflexos e matizes cintilantes nos rincões escuros do que restou da humanidade é trabalhoso e cansativo, mas extremamente gratificante. Um garimpar amoroso e pleno de significados, de vidas preciosas e emoções verdadeiras, sem falsos brilhantes.
No fim, mesmo que nada disso tenha valor, atendi ao chamado e cumpri minha missão. É o que basta.

"Não sou obrigado a vencer, mas tenho o dever de ser verdadeiro. Não sou obrigado a ter sucesso, mas tenho o dever de corresponder à luz que tenho". Abraham Lincoln  

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Estou a dois passos...



E a vida passa num instante....num sopro.
Ontem mesmo eu tinha todos os sonhos do mundo e hoje, cá estou, realizando o possível dentro das possibilidades e circunstâncias.
O corpo já denuncia um certo desgaste, um cansaço de quem já está na estrada há algum tempo e nessa jornada, foi se despindo de algumas ilusões, outras foram arrancadas à fórceps.
Por outro lado resiste em mim um vigor pueril, uma vontade incontrolável de flanar pelo mundo todo, conhecendo pessoas, culturas, ritmos e novos sabores, só que conscientemente sei que não tenho mais saúde pra isso.
Há tanto para ser visto, vivido e experimentado....encher os olhos e o coração de sentimentos e sensações.
O ciclo profissional já está se fechando e uma nova fase se anuncia.
É tempo de pensar numa nova forma de ser e existir apartada da ideia de homo laborans, mais contemplativa e autorreferenciada.
Esse é o desafio posto: a desconstrução da persona criada para o combate, para a competição e o enfrentamento do caos.
Vamos ver o que restará desse último embate.
 Quem sobreviverá?

    
  

domingo, 21 de maio de 2017

Florescer, apesar de tudo...



Não há escolha.
É preciso desabrochar, não obstante as circunstâncias adversas.
A essência de toda flor é essa.
Destino inexorável dos que vivem e morrem de amor.
   

quinta-feira, 27 de abril de 2017

O que realmente importa



Quanta energia desperdiçada com bobagens.
Quantas batalhas travadas em nome de sentimentos vãos, desejos espúrios e poderes transitórios.
Agimos como se fossemos eternos e indestrutíveis.....pseudo deuses que se acham acima do bem e do mal e proprietários de todas as verdades.
A arrogância é tamanha que deixamos de dar atenção para os sinais do Universo, na nossa vida, no nosso corpo e também através daqueles que nos cercam, que juramos amar, mas que deixamos à míngua de atenção e bons sentimentos ...ignoramos tudo ao redor. É sobre ver só a si em meio a uma multidão de outras reais e vitais realidades.
E o tempo escorre entre os ponteiros da vida, senhor implacável das ilusões mais persistentes que passa arrastando os tolos, zombando de seus argumentos pueris e rindo-se dos presunçosos, fétidos cadáveres aprisionados em suas torres de orgulho e de desdém.
Há um chamado no ar, urgente e crescente...um convite, quiçá um ultimato para o despertar de um novo olhar sobre tudo aquilo que realmente importa e tem valor. 
Mais que um alinhamento das energias vitais e uma harmonização dos pensamentos e das ações, urge uma nova gestação, um retorno à essência, às entranhas e às raízes - escavação e arqueologia - em busca do ser divino e toda a sua sacralidade.
Aceitar a convocação é um desafio íntimo e particularmente solitário, caminho de um só e sem atalhos.
E no rádio toca a canção: "....será que é o tempo que lhe falta pra perceber, será que temos esse tempo pra perder, e quem quer saber, a vida é tão rara..." .
Do you wanna a dance?                                

sábado, 1 de abril de 2017

A força sagrada


O poder que emana do sagrado, da força que toda mulher guarda dentro de si, nos faz renascer das charnecas reviradas e ressequidas pelo tempo.
É vital buscar nas entranhas do ser a energia necessária para sobreviver às intempéries do caminho, tal qual as raízes dos arbustos do meu cerrado, retorcidas e de aspecto não tão frondoso, porém de um vigor secular.
E é essa voz da força do sagrado feminino que sussurra no meu ouvido de menina assustada, dizendo que tudo ficará bem. Confie.
Há uma espiral de boas vibrações envolvendo todo o seu ser agora, estamos em sintonia com você, unidas em pensamento e lhe enviando ondas de paz, fé e confiança...todas juntas, numa ciranda de amor e gratidão, nessa dança ancestral de nossas velhas sábias.
A tua dor é a nossa dor, somos UM com você e estaremos ao teu lado nessa batalha, juntas lutando o bom combate.
Feche os olhos e sinta tudo de bom que o Universo lhe oferece nesse momento, há uma lição a ser aprendida por você e por nós, um realinhamento necessário da rota a ser seguida, pra que haja mais harmonia e equilíbrio no viver.
Reconecte-se com a sua essência numinosa, expanda a sua consciência e liberte-se dos véus de Maya, deixando resplandecer toda a sua luz.
É tempo de purificar o corpo e a alma, reintegrar-se à sua natureza divina e ativar todos os pontos de energia do plexo solar.
A vida, latejante de possibilidades, te faz um convite:
"Vamos sair pra ver o sol?"