terça-feira, 16 de julho de 2013

Viajante....



Adoro viajar, em todas as suas nuances, desde o planejamento, arrumar malas, buscar informações sobre o lugar, sair para o ver o mundo.....tudo me encanta. Acho que sou uma viajante nata! Nasci com essa vontade maluca de ver pessoas, lugares, experimentar novos sabores, ouvir novas línguas, sons, melodias....sentir aromas diferentes e ficar imaginando como vivem as pessoas que cruzam comigo pelas ruas, como são suas casas, suas vidas....se são felizes....sou atropelada por um turbilhão de sentimentos, uma sensação avassaladora de ser e pertencer a algo muito maior do que os meus olhos físicos enxergam.
Sou viajante sim, não turista! Quero muito mais do que bater perna pelos pontos badalados dessa ou daquela cidade....quero saber como as pessoas vivem, se alimentam, que som as fazem dançar, amar e dormir...busco o segredo de cada viela, de janelas e portas entreabertas a escutar o que se passa pelas ruas...vou ao encontro do povo nativo, de gente de verdade, dos frutos da terra. Não me contento com cenários e lugares minuciosamente preparados para os turistas, vou além, atrás da essencia, da razão de ser e de existir de cada lugar.
E depois desse banquete de significados, onde me farto até não poder mais, há o momento de retroceder, o êxtase do necessário retorno, da volta às origens.
Da mesma forma que adoro viajar, amo igualmente voltar pra casa, regressar ao meu universo particular, reino onde sou rainha dos espaços, onde cada objeto está impregnado de mim, de nós, de vida, de tudo que construímos nessa nossa jornada.
Eis-me aqui então! Plena de impressões sobre minha última flanada e ávida para aterrissar meus pensamentos nesse meu divã virtual e nos meus travesseiros macios, de fronhas alvas e cheirosas.....   
 

terça-feira, 28 de maio de 2013

Ser e pertencer




Não sou deste mundo, embora pertença a ele.
Estou em busca da dupla cidadania.
Uma parte de mim sobrevive na superfície enquanto a outra
busca sua essência no subterrâneo, descendo às profundezas
e sondando raízes naquelas que me antecederam no eterno ciclo
da vida-morte-vida.
A disolutio está em plena aceleração.
Revitalizar para sobreviver a cada estação,
deitando sementes, brotando flores e gerando frutos.
A inevitável iniciação e ingresso na Clã das Cicatrizes, onde
a resistência é mística e infinita.
É na mansidão da minha pele de veludo de Páros
que se esconde um imenso território selvagem e é neste
relevo acidentado que reside o profundo conhecimento da
minha alma.
Chego em breve, em rodopios espiralados de alegria.
 

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Antes que a casa caia.

É indiscutível que precisamos colocar ordem na casa. É pra ontem!
Há inúmeras reformas que urgem serem implementadas nos pilares básicos desse edifício.
Erros estruturais, material deteriorado, paredes internas rachadas, teto corroído...incontáveis problemas, profundas mazelas que carcomem, dia e noite, esse abrigo, que há muito perdeu a pompa, a característica acolhedora e vigorosa de outrora.....
Nossas portas foram abertas para o mundo, mas o mundo não nos conhece.
Por que será????
Talvez pelo simples fato que nunca admitimos, em essência, essa aproximação, com honrosas exceções, é claro.
Estamos e sempre estivemos fechados para visitação, pois mesmo escancarando os portões, não há "acesso livre" que derrube as barreiras do orgulho, da soberba e da intolerância. Se não me vejo no outro, se não me disponho a ouvi-lo,  a atende-lo, então não o aceito, não o compreendo, passando a mensagem automática de que não sou um seu igual.
Esse distanciamento, por óbvio, favorece o surgimento de "seres-ilha" e a inevitável proliferação de conchas e caracóis ensimesmados, cuidando, cada qual, de suas pérolas.
E mesmo quando o mar revolto ameaça estilhaçar e sedimentar milhares e milhares exemplares da espécie nas pedras da obliteração, há quem continue encarcerado em seus castelos de areia.
Pois bem, a necessidade de se reformar a casa é inquestionável, contudo, este é um segundo momento nesta senda de reconstrução e recuperação da essência perdida.
Antes, em primeiríssimo lugar, há que se lutar para manter em pé as estruturas que ainda restam desta morada, débil que está com os vorazes e constantes ataques dos monstros e demônios que ajudamos a criar e ainda hoje alimentamos, mesmo sem consciência plena desse processo de autopoiese.
Não podemos nos deixar enganar, o acessório não existe sem o principal, por mais que queiramos acreditar no contrário, por comodidade, medo ou sentimento de auto-preservação.   
            

sábado, 18 de maio de 2013

"Pobre de mim", nem pensar!!!!




Procuro manter a distância de pessoas que colocam-se sempre no papel de vítima do mundo e das circunstâncias, pois tenho verdadeiro horror a este tipo de comportamento e quando alguém tenta envolver-me nesses labirintos particulares, confesso que fico transtornada, saio de mim, viro uma fera e acabo perdendo a razão. Não consigo conviver com gente que não consegue decidir nem as coisas mais rotineiras da vida, como por exemplo, que roupa usar num simples almoço de família, pra tudo precisa do aval de alguém e, quando faz algo baseado na opinião de outrem, qualquer coisa que dá errado quem deu a opinião será sempre o culpado pelo erro, o responsável pelo fracasso do pobre ser. Essa coisa de coitadinho me dá nos nervos, nunca sei se é uma demonstração de fraqueza, covardia ou se de esperteza de quem se coloca nesse papel de frágil e incapaz, uma vez que essas criaturas nunca abandonam suas zonas de conforto, clamam todo o tempo por atenção e piedade. Não há o que baste para esse tipo de indivíduo, por mais que você faça, ainda não será o suficiente para sua satisfação, é um escoadouro de energia. Enquanto a pessoa permanece paralisada nesta postura, estagnada nesse roteiro muito bem ensaiado, quem está em volta costuma experimentar um tipo de esgotamento emocional irreversível. Esta espécie de vampirismo costuma ser a causa do rompimento de muitos relacionamentos, pois é muito difícil conviver com seres que vivem se queixando, reclamando de tudo e de todos, e que nada fazem para alterar esse quadro patético, não procuram mudar de atitude, não tomam decisões, não abandonam por nada o confortável papel de vítima para tornarem-se os protagonistas de seus destinos. Incapazes de levar a vida, imprimindo a ela a direção que desejam seguir, são levados pela mesma....seja o que Deus quiser, costumam dizer....o que tiver que ser será....e assim, permanecem na letargia, cultuando a inação tão comum aos "pobre de mim", até que a morte chega e na cena final coroa o triste espetáculo de uma vida tão desperdiçada, pois neste exato momento não há mais o que querer, não há mais o que decidir, só o inexorável fim. 

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Dica de leitura



Em A Ciranda das Mulheres Sábias: Ser Jovem Enquanto Velha, Velha Enquanto Jovem, a psicanalista e poetisa Clarissa Pinkola Estés reverencia a maturidade feminina e faz uma comovente e profunda homenagem àquelas mulheres que souberam acumular sabedoria ao longo de suas existências. O livro tem uma linguagem metafórica, que se assemelha às antigas histórias contadas de mães para filhas. 
 
Clarissa Pinkola Estés parte de um doce convite à leitora para que se acomode ao seu lado e deguste com ela a bebida que foi reservada para "uma situação especial", a fim de que possam conversar sobre "assuntos que importam de verdade" a duas mulheres, com a garantia de que "aqui sua alma está em segurança". Seduzida por uma linguagem terna, emocionante e poderosa, a autora apresenta os encantos deste "arquétipo misterioso e irresistível da mulher sábia, do qual a avó é uma representação simbólica" e que "não chega de repente, perfeitamente formado e se amolda como uma capa sobre os ombros de uma mulher de determinada idade". 
 
O aspecto mais sedutor do livro reside, justamente, na representação simbólica contida nas avós. Das matriarcas da mitologia às avós dos contos de fadas, passando por aquelas anônimas de suas vivências profissionais, a autora chega às avós de suas tradições familiares, descrevendo de forma magnífica a chegada à América das ancestrais que passaram a fazer parte de sua vida familiar, aquelas "quatro velhas refugiadas que saltaram de enormes trens pretos para o nevoeiro noturno na plataforma onde nós as aguardávamos com grande expectativa". 
 
As páginas que descrevem a riqueza armazenada pela autora através da simples existência dessas quatro velhas da família que "abriram uma porta profunda na criança que aos poucos estava sendo forçada a se calcificar" são repletas de grande ternura e muita força. Elas representam as avós arquetípicas de todos nós, que sempre identificam os caminhos do amor e da compaixão e que sabem utilizar o poder de suas ferramentas mágicas para a transformação: a mesa da cozinha, a luz do lampião, a música, a dança, a intuição, a sopa, o chá, a história, a mão amorosa, o senso de humor malicioso e muitas outras. 
 
Merece ainda destaque o paralelo traçado entre a árvore e a mulher. Assim como aquela abriga "uma árvore oculta" em suas raízes, esta possui "uma mulher oculta que cuida do estopim dourado, aquela energia brilhante, aquela fonte profunda que nunca será extinta". Ao final, as nove preces de gratidão - por todas as idosas do mundo, pelas mulheres mais velhas matreiras, pelas avós nas cozinhas, pelas tias perspicazes, pelas filhas que estão aprendendo, por todas as filhas e velhas - representam um perfeito arremate ao prazer da leitura destas 120 páginas plenas de luz, melodia, emoção e encantamento. 

terça-feira, 12 de março de 2013

Em desconstrução.....

 

 

Em processo de esvaziamento da mente e ressignificação de valores e sentimentos.

Nada fácil este trabalho de arrancar das profundezas do ser as raízes das velhas crenças, dos costumes arraigados, dos dogmas cristalizados e dos saberes sedimentados sobre rotineiras e cômodas práticas.

Sair da zona de conforto....uma ampla desconstrução do ser para se tentar chegar à essência.... redução ao nada, ao não-saber, à ignorância total do que não é importante.

A busca por silenciar e aquietar as vozes internas, tornando leve o inconsciente, diminuindo a ansiedade por algo que nem se sabe o que é. 

Sofrendo pela perda de referenciais até então tidos como absolutos e verdadeiros...medo e insegurança no prenúncio da noite escura. 

Coragem e perseverança.





sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Hoje é dia......



De sair por aí sem destino certo.
Pensamentos soltos e leves como o vento.
Não quero lembrar de nada, já não me interessa quem sou,
agora são só sentimentos, sensações e desejos....
Andar sem direção, sem hora pra chegar e nem onde chegar.
Eu e o mundo.
Hoje é dia de voltar a ser criança, de recuperar os sonhos e aquele
brilho no olhar tão meus.
Hoje é dia de olhar a vida com paixão, conquistando-a a cada segundo,
beijando-a com a alegria de viver cada momento, com os sons,
as cores, os aromas e as texturas de uma obra de arte, única e
irrepetível.    
Hoje é dia de ser, estar e sentir.....amanhã, amanhã já não sei mais.
  

sábado, 26 de janeiro de 2013

Pra começar.....




Esta primeira postagem de 2013 é mais um desabafo, uma confissão, um lampejo......aliás, desde o início desse blog tenho utilizado este espaço como um "divã virtual", onde dialogo com várias pessoas e, principalmente, comigo mesma, com a "outra" Rose que habita meu ser, uma pessoa mais ponderada e equilibrada do que esta que escreve, grita, esbraveja e chora em público sem pudor, sem medo do que os outros irão dizer ou pensar de tais roupantes.
Nesta altura da vida, tudo isso já não importa mais.....
O importante é ter voz e coragem para assumir sentimentos, desejos, medos, dúvidas....sim, entendo sadio ter dúvidas, embora saiba que duvidar de tudo é deveras doentio e definitivamente, isso não combina comigo. 
Duvidar de tudo é sinal de insegurança, traz desassossego e ansiedade. Há que se ter algumas certezas nesta vida, por mais banais que sejam, caso contrário, perde-se o rumo, ignora-se a essência e desconecta-se o "eu" do mundo.
Saber o que se quer e ter certeza do caminho que será preciso percorrer para se obter tais resultados não pode ser considerado um sinal de arrogância, pois cada escolha, cada caminho, traz em si a assinatura daquele que o elege, por isso, é pessoal, individual e particular.....cada um tem o seu, e a "receita" do outro pode não ser a mais indicada para mim. 
Não subestimo experiências alheias, nem desconsidero conselhos, avisos e opiniões que se baseiam em anos de estudo e observação do comportamento humano, ao contrário, num processo de filtragem e ponderação, vou formatando e modelando meu agir, de forma a obter o melhor resultado.
Entre erros e acertos, a trajetória em busca do bem viver vai se delineando, com alguns altos e baixos, porém, de forma consciente e, se em determinada altura da viagem houver necessidade de alteração da rota inicialmente escolhida, Oxalá haja tempo e disposição para se recomeçar a jornada! 

   

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Desejos para 2013......


 Passa o tempo e não perco o vício de desejar sempre e, com tamanha intensidade que até pareço uma adolescente.....talvez na alma ainda seja uma menina diante da eternidade que tenho pela frente. Conforta-me pensar assim, não obstante saber que essa visão romantizada da vida representa uma espécie de fulga em relação ao inexorável perecimento do ser.
Mas, como os desejos são só meus, posso desejar o que quiser e assim, desejo
muitos desejos para 2013, entre eles:
 

  





 Muito amor, pra mim e pra todos que o mereçam, pois o amor, em qualquer de suas dimensões, nos faz seres melhores e sem tempo de ficar "infernizando" a vida alheia!!!!





Desejo amizades sinceras, amigos de verdade, que você pode contar nas boas e más horas, amigos imperfeitos como eu, porém autênticos e solidários! Amigo-irmão, amigo-amor, amigo-amigo mesmo! 

 






Que 2013 traga-nos paz, momentos a sós, de reflexão e revelação.....que possamos compreender que estar bem consigo mesmo é uma benção e que a nossa "felicidade" independe de quem quer que seja.







Compartilhar a vida, por outro lado, também é importante.....ter com quem dividir momentos,
descobertas, sensações.....conviver com o outro,
respeitando suas diferenças e amando-o na sua mais completa individualidade.





 




Que não nos falte força, energia, garra e determinação para enfrentar as "batalhas" do dia-a-dia, pois o bom combate exige guerreiros preparados e persistentes, que saibam contornar os obstáculos e até recuar quando for preciso.










 





Que a liberdade de ser o que se é, em essência, esteja sempre entre os objetivos principais da vida, pois ter que "representar", 24 horas por dia, o que não se é e jamais se será, vamos combinar: é de lascar!!!!


 Que sejamos sempre abençoados, independente da crença ou religião que abraçamos, procurando, na medida do possível, observar a máxima: não faça aos outros aquilo que você não gostaria que fizessem com você ou com o seu filho.


Que em 2013 tenhamos boas noites de repouso, que  possamos dormir um sono profundo e reparador, com sonhos bons e que esse descanso revigore nossas energias para a vida em família e para o trabalho.

 


 






Desejo ainda que 2013 seja repleto de momentos de lazer, leituras, passeios, viagens.....que a ânsia de explorar o nosso "eu" nos contagie da mesma forma como somos tomados pelo recorrente anseio de conhecer o mundo, explorar terras estrangeiras.....







Em 2013 quero olhar o mundo com os olhos de uma criança que, cheia de saúde e vitalidade, sai por ai a aventurar-se pela vida, experimentando cores, sabores, aromas.... ávida de conhecimento, louca por histórias, vazia de experiências e pré-conceitos.
Nada de ilusão, só a certeza de que cada dia é uma vida
inteira de possibilidades que se abre a minha frente!




E QUE VENHA 2013!!!!!!!!!!!
 
 
 

sábado, 1 de dezembro de 2012

Enfim, dezembro!





E 2012 está no início do seu fim, a dezembrar descaradamente seus dias nús, derradeiros.
Que ano, ufa!!!! repleto de vida, muitas horas agradáveis, outras nem tanto, a ponto de não valerem sequer a lembrança!
O que importa é que estamos todos aqui, vivos e audazes, desafiando os ponteiros do relógio, implacável vilão que nos impele a enxergar o inexorável movimento do universo: só de ida, usufruto do agora, sem possibilidade de voltar no tempo ou adiantar-se para o amanhã.
Somos viajantes do tempo, ocupantes temporários de corpos, casas, cargos.....meros hóspedes que nada têm de seus, além de sentimentos e sensações, experiências e vivências.....bagagem um tanto singela para aqueles que matam e morrem por tesouros efêmeros: dinheiro, poder, fama, bens materiais.....o ouro dos tolos, que acaba por ofuscar o brilho daquilo que realmente tem valor na vida: O AMOR.
O que mais precisamos é de amor, em todas as suas vertentes, amor de amigo, amor de mãe, amor de amante, amor de filho.....Eros, Ágape, enfim, AMOR.
Sou dessas que não vive sem amor e por isso mesmo coloca amor em tudo que faz, desde um simples arroz com feijão, como no dia-a-dia dos pareceres, das peças artesanais, do lidar com o outro....é óbvio que nem todos os dias sou assim essa seda de pessoa, há momentos de ira, erro e dor, necessários muitas vezes para o devido reajuste da rota a ser seguida, rearranjo interior, diante de imperfeições tão minhas, quanto de qualquer ser.
E para finalizar, nesse balanço entre perdas e ganhos, realizações de um ano muito produtivo e  expectativas para o ano vindouro, só desejo uma única coisa, pra mim e para todos: 
SAÚDE e AMOR.
 
"...Pois de amor andamos todos precisados! Em dose tal que nos alegre, nos reumanize, nos corrija, nos dê paciência e esperança, força, capacidade de entender, perdoar, ir para a frente! Amor que seja navio, casa, coisa cintilante, que nos vacine contra o feio, o errado, o triste, o mau, o absurdo e o mais que estamos vivendo ou presenciando".
Carlos Drummond de Andrade

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Eu te desejo......


MUITOS DESEJOS E MUITA VIDA!!!!!!
Desejos de amor, carinho, respeito e amizade, pois a vida sem esses temperos básicos é de amargar.....saúde tambem é importante, item de primeira necessidade e, se der, dinheiro será
sempre bem-vindo!
Porém, o que eu mais desejo a você é CORAGEM!!!!!
Coragem para ser o que você é em essência.
Coragem para romper com as amarras emocionais que lhe interditam a vida.
Coragem para reconhecer seus defeitos, fraquezas e limitações e mais coragem ainda para
superar cada um desses obstáculos.
Coragem para enfrentar os medos e a opinião alheia.
Coragem para sonhar e desejar; permitir-se.
Coragem de errar e, em seguida, recomeçar do zero.
Coragem para viver cada segundo do jeito que você quiser, porém, de forma real e leal, uma
vida verdadeira, nada de fantasias virtuais, onde o que se diz não é o que se faz.
Coragem para aceitar o outro e admitir que o mundo não gira em torno do seu nariz.
Coragem para sorrir com liberdade, dizer o que pensa, ouvir a música que gosta, vestir-se como
bem quiser, comer o que tiver vontade, dormir quando tiver sono.
São tantas convenções a serem seguidas e expectativas a serem atendidas que chegamos a esquecer do que realmente gostamos.... o "ter de" acabou por sufocar os nossos desejos, viciar as nossas vontades e nublar o sol da vida.
Te desejo o encanto dos enamorados, a curiosidade pueril e a pureza dos que olham o mundo pela primeira vez.
Te desejo vida.         

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Tanta vida.....



Vivo num multiverso, numa conversão de várias vidas possíveis.
Em universos paralelos reconheço-me aqui e acolá, sei de todas as minhas existências e cada uma delas sabe de mim.
Bolhas de sabão flutuando numa imensidão cósmica, quântica e transmutacional. Todos os "eus" numa perfeita sincronia de retroalimentação e fusão.
Perfeito ajuste entre campos vibracionais que se agregam e se dissipam, pulsando: contração, expansão - luz e escuridão. 
A essência de cada partícula que, a par de sua individualidade, também mantem-se ligada ao todo e só em razão dele subsiste.
Muitas lentes, visões do profano e do sagrado....condensação de experiências, sensações....o fogo primevo, nascer e morrer.
Uma consciência massiva e perene, por onde quer que eu vá, sei antes o que vou encontrar....não é só intuição, é lembrança do que está por vir.
Nessa sucessão de mundos, pertenço só a mim e construo assim minha real identidade, com a indelével certeza que o melhor lugar para se estar é o aqui e o agora, neste exato tempo e espaço.
Eis o que tenho, o possível, o real, o palpável.  
De tudo, um pouco. Do todo, muito.