terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Outras palavras
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
Problemas técnicos
coisas que faz em favor do outro, sem alarde ou propaganda, muito
menos, data certa.
Pequeninos passos, porém continuos, eis o desafio.
Estamos numa época do ano em que muitos procuram "fazer a sua parte" (uma
... forma de dormir com a consciência mais tranquila e resgatar sua paz de espírito por tudo que não fez durante o ano), doando coisas materiais para os mais necessitados.....pura hipocrisia.
Não se reconhece no outro e ainda vangloria-se pelas migalhas dadas.
Os grandes avanços são forjados no trabalho anônimo do dia-a-dia, aquele
labor que não tem publicidade e cujos resultados, embora tímidos, contribuem para a construção de uma realidade mais digna e menos desigual para todos.
Doe-se através do seu trabalho, qualquer que seja ele,
transformando os seus saberes em instrumentos de concretização do
bem estar do teu próximo.
Faça tudo com amor e fique tranquilo, pois com certeza vc terá o "céu" em terra,
todos os dias, sem precisar pagar por isso.
domingo, 27 de novembro de 2011
Uma canção para o dia de hoje....
Quando penso em você, fecho os olhos de saudade
Tenho tido muita coisa, menos a felicidade
Correm os meus dedos longos, em versos tristes que invento
Nem aquilo a que me entrego já me traz contentamento
Pode ser até manhã, cedo claro feito dia
Mas nada do que me dizem me faz sentir alegria
Eu só queria ter no mato um gosto de framboesa
Prá correr entre os canteiros e esconder minha tristeza
Que eu ainda sou bem moço prá tanta tristeza
E deixemos de coisa, cuidemos da vida,
Pois se não chega a morte ou coisa parecida
E nos arrasta moço, sem ter visto a vida.
* Canção inspirada em uma poesia de Cecília Meireles (Marcha)
domingo, 6 de novembro de 2011
Renascimento...
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Tributo à Bela
Fernando Pessoa deixa datilografado, sem data, um poema, que fez parte de seu espólio.
À memória de Florbela Espanca
Dorme, dorme, alma sonhadora,
Irmã gêmea da minha!
Tua alma, assim como a minha,
Rasgando as nuvens pairava
Por cima dos outros,
À procura de mundos novos,
Mais belos, mais perfeitos, mais felizes.
Criatura estranha, espírito irrequieto,
Cheio de ansiedade,
Assim como eu criavas mundos novos,
Lindos como os teus sonhos,
E vivias neles, vivias sonhando como eu.
Dorme, dorme, alma sonhadora,
Irmã gêmea da minha!
Já que em vida não tinhas descanso,
Se existe a paz na sepultura:
A paz seja contigo!
À Florbela
(em sua memória)
Sou eu, Florbela! Aquele que buscaste.
Falam de mim Teus versos de Menina.
Tua boca p’ra mim se abriu, divina,
mas foi só o Luar que Tu beijaste.
Hás-de voltar, Florbela!… Em débil haste,
por entre os trigos cresce, purpurina,
a mais fresca papoila da campina
que, só por me veres, não cortaste.
Eu tenho três mil anos: sou Poeta.
Surgi dos lábios secos dum asceta,
de uma oração que Deus deixou de parte.
Redimi tantos corpos, tantas vidas
neles vivi, que sinto já nascidas
asas com que subir para alcançar-Te
(…)
Sebastião da Gama
Arrábida, 6-11-1943
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
E as máscaras continuam caindo......
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Pertença
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
Pescadora de emoções

sábado, 3 de setembro de 2011
Porque hoje é sabado......
Sábado é dia de música, amor e poesia!!!!
Fernando Pessoa
"Não sei quem sou, que alma tenho. Quando falo com sinceridade não sei com que sinceridade falo. Sou variamente outro do que um eu que não sei se existe (se é esses outros)... Sinto crenças que não tenho. Enlevam-me ânsias que repudio. A minha perpétua atenção sobre mim perpetuamente me ponta traições de alma a um caráter que talvez eu não tenha, nem ela julga que eu tenho. Sinto-me múltiplo. Sou como um quarto com inúmeros espelhos fantásticos que torcem para reflexões falsas uma única anterior realidade que não está em nenhuma e está em todas. Como o panteísta se sente árvore (?) e até a flor, eu sinto-me vários seres. Sinto-me viver vidas alheias, em mim, incompletamente, como se o meu ser participasse de todos os homens, incompletamente de cada (?), por uma suma de não-eus sintetizados num eu postiço."
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Dia de Luz
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
Reciclando as emoções
Energia renovada, retomo a caminhada e vou removendo o "entulho" que foi deixado na tarefa diária de construção e desconstrução do meu eu.




